(Lisboa) Livro “João Almeida, o último fuzilado” apresentado no núcleo da AJA no dia 31 de janeiro

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João Almeida, o último fuzilado

A participação de Portugal na Grande Guerra é tema central do presente livro.
Cem anos depois da eclosão do primeiro conflito mundial, o tema continua a suscitar polémica e a ser alvo de abordagens diversas.

Aqui se incluem algumas investigações que temos vindo a fazer.

Na primeira parte analisar-se-á a forma como o movimento operário português recebeu a mensagem antimilitarista e de que modo esta ótica ideológica ditou o posicionamento da corrente acrata face à guerra.

As posições assumidas por diversos protagonistas políticos, com destaque para o Partido Socialista e os Partidos Republicanos, integrarão, de igual modo, esta primeira parte. Pretende-se um olhar sobre as diferentes perspectivas que dividiam o Portugal de então, sendo que a entrada do país nesta guerra vai inevitavelmente ser alvo de grandes paixões, combates ideológicos e múltiplas publicações.

Passamos também pelos escritos de Jaime Cortesão e de Aquilino Ribeiro relativamente à Grande Guerra. Intelectuais, ainda que não com o sentido que hoje tem essa designação, ambos viveram o período de 14-18 da forma intensa que acabariam por testemunhar, um no memorialismo, outro na diarística.

A segunda parte do livro ocupa-se da condenação à morte do soldado João Augusto Ferreira de Almeida pelo Tribunal Militar do Corpo Expedicionário Português em França.

A análise do processo, que culmina com o fuzilamento deste soldado português, leva-nos a sustentar que a pena ditada constitui um simulacro da justiça militar.

A investigação que levámos a cabo concluiu estarmos perante a condenação de um inocente. A sentença terá sido decidida em momento prévio ao julgamento e a decisão que a fundamenta constituiu um acto de propaganda contra a deserção. Não se julgou um homem, nem um crime. Publicitou-se uma morte para evitar mais deserções.

A hierarquia militar e o poder político apostam numa punição exemplar que condicione e atemorize os opositores à Guerra.

Cem anos depois entendemos ir ainda a tempo de contar este triste episódio, para que ele não se deposite no poço vazio da memória, a que se referia Drummond de Andrade.

Dos autores:
Albérico Afonso Costa é historiador e investigador integrado do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É Professor Coordenador na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.
Tem proferido dezenas de comunicações e conferências sobre os temas de História Contemporânea e Formação de Professores. Tem ainda publicações em livros coletivos, revistas e atas de eventos científicos. Diretor da Revista Medi@ções da Escola Superior de Educação de Setúbal.

João Reis Ribeiro é investigador de temas de literatura e história local. É professor do ensino secundário.
Tem várias publicações em livros coletivos, revistas e atas de eventos científicos. Tem proferido dezenas de comunicações e conferências sobre os temas das suas investigações. É dirigente da LASA (Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão). Foi cofundador da Associação Cultural Sebastião da Gama e integra os corpos gerentes desta associação.

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