A política da Orfeu era a utopia

Arnaldo Trindade mostra-nos uma dedicatória: “Adversariamente, mas com admiração, José Afonso”. Afonso, tal como Adriano Correia de Oliveira, tal como muitos dos autores editados por Arnaldo Trindade, defendia a esquerda revolucionária. Trindade, por sua vez, tinha em mente “uma ideia democrática americana” – hoje, confessa, não sabe como se há-de definir. Estavam, porém, do mesmo lado da barricada. Claramente: “Era preciso ir mais à frente para conseguir mudar o sistema, para conseguir a utopia que sempre defendi, tal como Zeca Afonso, de uma sociedade mais igualitária. A nossa política era a utopia”.

Era. Arnaldo Trindade que, enquanto editor, era responsável perante a PIDE pelas edições, assumia essa responsabilidade sem constrangimentos. Até porque, apesar de “em momentos mais complicados” ter de correr a esconder os discos debaixo da cama dos filhos, o seu “único disco proibido” foi, conta, “Je t’aime, moi non plus”, de Serge Gainsbourg e Jane Birkin – apareceu o oficial da PIDE e apreendeu-o, mas não sem antes reservar “três ou quatro para si”.

Excerto de entrevista de Mário Lopes a Arnaldo Trindade. Texto completo aqui.

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