Rua Detrás da Guarda, 28, Setúbal

associacaojoseafonso@gmail.com

Cesto

Nenhum produto no carrinho.

1929 - 32 | AVEIRO

Eu não sei se isso de recordar o nascimento
corresponde a um conteúdo repetido dos sonhos(...). Agora que existe uma imagem persistente, uma luz muito difusa (...). Como se fosse um banho de leite (...). Uma larva branca. É a impressão que eu tenho.

1932 - 37 | ANGOLA

Não foi talvez, nem a minha infância em Portugal, nem a segunda fase em África; foi a fase intermédia que foi a mais marcante. (...) A África era uma coisa imensa, uma natureza inacessível que não tinha fim (...).

1937 | AVEIRO

Aos sete anos em Aveiro é a escola primária. Foi violentamente traumatizante: um professor pendurava-me pelas orelhas porque eu era distraído. 

1937 - 38 | MOÇAMBIQUE

Aos oito anos regresso a África. Agora é Moçambique, não é Angola. Pouco tempo ali estou, mas é de novo o paraíso. Somos eu, o meu irmão e a minha irmã (...) eu sonhava nunca mais abandonar aquela terra.

1938 - 40 | BELMONTE

De Moçambique vim para Belmonte onde um tio meu era presidente da câmara (...). Uma terra horrível. Um período fechado. Privado de contactos. Fiz ali a 4ª classe. (...) O pior ano da minha vida.

1940 - 55 | COIMBRA

O liceu é a dois passos (...). Há lá uma ladeira e ao cimo da ladeira era a casa da tia Avrilete, um segundo andar. O ambiente era muito conservador: mulheres de escapulário ao pescoço. Proibições (...).

1955 - 61 | MANGUALDE ALJUSTREL . LAGOS . FARO ALCOBAÇA

A minha acção como professor era mais de carácter existencial...

 

 

1961 - 64 | FARO

Fui parar à casa da D. Maria, situada numa rua um pouco excêntrica e muito próxima do cais onde partem os barcos para a ilha... Foi uma fase de euforia extremamente gratificante e das coisas mais felizes da minha vida.

1964 - 67 | MOÇAMBIQUE

Fiquei terrivelmente ligado
àquela realidade física que é a África, aquilo tem (...) uma força muito grande que
nos seduz. O meu batismo político começa em África. Estava a dois passos do oprimido.

1967 - 79 | SETÚBAL

Vinha decidido a ser professor (...). Instalo-me em Setúbal e começo a ser convidado para as coletividades da margem sul (...). Comecei a ser chamado à PIDE (...), até que finalmente fui corrido do ensino.

1979 - 87 | AZEITÃO

Não me arrependo de nada do que fiz. Mais: eu sou aquilo que fiz. Embora com reservas acreditava o suficiente no que estava a fazer, e isso é que fica.