Zeca Afonso homenageado em Coimbra

A autarquia de Coimbra prestou hoje homenagem a Zeca Afonso, quando passam 80 anos sobre o nascimento do músico, com o descerramento de uma placa numa das casas onde o cantor viveu e a apresentação de um livro.
Zeca Afonso, que nasceu em Aveiro a 2 de Agosto de 1929, estudou em Coimbra, cidade à qual manteve uma forte ligação entre 1940 e 1969, tendo sido um dos mais emblemáticos compositores e cantores da canção de Coimbra.
Considerando que “Zeca Afonso é património de Portugal”, o vereador da cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, salientou que o descerramento de uma placa na casa onde o cantor de intervenção residiu é uma forma de “preservar a memória e perpetuar a sua memória no tempo e no espaço”.
“Este acto faz parte do património herdado que é Zeca Afonso. Aqui germinou parte da sua obra, construíram-se um ou mais pilares de uma herança que deixou”, afirmou o autarca, referindo-se ao segundo andar de um prédio na Avenida Dias da Silva, com o actual número 112.
Mário Nunes salientou a ligação do cantor à Canção de Coimbra e a “obra imperecível que deixou”, considerando “indispensável que a cidade o homenageasse, semeando pilares que sustentam esse valioso património de Portugal que se chama Zeca Afonso”.
Seguiu-se a apresentação do livro “José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica”, da autoria de Jorge Cravo, editado pela Câmara Municipal de Coimbra, sobre a vida e a obra do cantautor na cidade.
“Pretendo desmistificar Zeca Afonso, que não se considerava um mito. Era uma pessoa igual às outras, mas, por ser poeta, era um geniozinho no campo musical”, afirmou o autor na apresentação do livro, que foi distribuído gratuitamente pela autarquia.
“O que se pretende é desmistificar o homem/estudante e o músico, sugerindo o aparecimento, não de novos Zecas – Zeca há só um (…) – mas de uma renovada atitude coimbrã no cantar a estética poético-musical que José Afonso trouxe para a Canção de Coimbra através da revitalização da balada”, escreve Jorge Cravo, na introdução.
Presente na cerimónia, o pneumologista Rui Pato, que acompanhou Zeca Afonso à viola, descreveu o cantor como “uma figura imortal na poesia e na música portuguesa”.
“Gostava que as homenagens não se ficassem pelas placas e comemorações, mas que o Zeca seja considerado uma figura de grande importância e figure nos compêndios das escolas portugueses, como Chico Buarque no Brasil”, disse o médico, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Coimbra.
A iniciativa desta tarde deu início a um programa de comemorações que se estende até 3 de Outubro.
Esta noite, a Companhia Bengala – Teatro Cerca de S. Bernardo, apresentou um espectáculo intitulado “Tributo a Zeca Afonso”.
02.08.2009 – 21h48 Lusa
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