Rui Pato e António Ataíde recordam José Afonso

Integrado na 4ª edição do Festival CORRENTES DE UM SÓ RIO,
Rui Melo Pato e António Ataíde recordam José Afonso a 2 de outubro na antiga igreja do Convento São Francisco, em Coimbra. Consultar programa aqui.

Rui Pato regressa às canções de José Afonso. E “traz um amigo também” – António Ataíde, que vai cantar com ele e assim realizar um sonho “secreto” de criança. Desde muito cedo ouvia o seu ídolo acompanhado pela guitarra mágica de Rui Pato. Vai ser um palco cheio de história e de magia.
“Quando José Afonso ouviu os primeiros acordes da sua viola terá dito:
– É ele que vai tocar comigo. É com ele que quero gravar as minhas músicas. O Zeca tinha regressado a Coimbra. Trazia na bagagem novas canções e uma imensa vontade de dizer algo de novo. Para trás deixava a sua marca no fado, mas conservava os amigos e as suas andarilhanças por uma Coimbra que nunca mais foi a mesma depois da sua passagem.
Em 1962, o país vivia momentos difíceis. Era um tempo de rupturas. A Cidade afirmava-se contra a ditadura, clamando uma urgente vontade de mudança. José Afonso e Adriano Correia de Oliveira estavam na linha da frente de um combate que fez da canção uma arma e um símbolo de esperança e liberdade.
Rui Pato tinha 16 anos. E com a sua viola, ajudou-os a dar a volta ao texto. Mais tarde, a PIDE não o deixou viajar para Londres onde ia gravar o disco “Traz outro amigo também”. Como represália pela sua participação na greve estudantil de 1969, confiscaram-lhe o passaporte. Convidado para cantar com Bob Dylan e Joan Baez contra a guerra do Vietnam, Zeca disse que não ia sem ele. E não foi.”
– Manuel Alegre Portugal

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