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	<description>Associação José Afonso</description>
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		<title>Zeca Afonso: os 25 anos da morte do cantor que &#8216;teve azar de nascer português&#8217;</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 20:17:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AJA</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[A reedição de 11 discos de José Afonso e espectáculos musicais em várias cidades portuguesas e no estrangeiro contam-se entre as iniciativas a realizar, na quarta-feira, para assinalar os 25 anos da morte do cantor. Lisboa, Grândola, Barreiro, Coimbra, Açores, Barcelona e Newark são alguns dos locais onde os 25 anos da morte de José [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/jose_afonso.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-13680" title="jose_afonso" src="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/jose_afonso.jpg" alt="" width="477" height="324" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A reedição de 11 discos de José Afonso e espectáculos musicais em várias cidades portuguesas e no estrangeiro contam-se entre as iniciativas a realizar, na quarta-feira, para assinalar os 25 anos da morte do cantor.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lisboa, Grândola, Barreiro, Coimbra, Açores, Barcelona e Newark são alguns dos locais onde os 25 anos da morte de José Afonso são lembrados na quarta-feira, para manter «vivo o espírito do Zeca e a lição de dignidade» que transmitiu a todos, como disse à agência Lusa Francisco Fanhais, companheiro de cantigas e de estrada de José Afonso, no período antes do 25 de Abril de 1974 e actualmente dirigente da Associação José Afonso.<br />
Considerado durante muito tempo um músico de intervenção, José Afonso é, para Francisco Fanhais e para o jornalista Viriato Teles, «muito mais do que um cantor ou um músico de intervenção».<br />
Essa designação serve mesmo, para Francisco Fanhais, «para menosprezar toda a parte poética e musical que José Afonso revelou e é um álibi muito bom para que os divulgadores de música o possam banir com toda a tranquilidade».<br />
«Cada uma das canções de José Afonso faz parte de um conjunto de grande valor musical e poético que, penso, está ainda por descobrir», disse Francisco Fanhais.<br />
Também o jornalista Viriato Teles, autor do livro As voltas de um andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso, considera que José Afonso «está ao nível de um dos grandes criadores musicais do mundo».<br />
«Ao contrário do que habitualmente fazemos, que é comprarmos os portugueses com artistas estrangeiros, eu acho que o Pete Seeger é o Zeca Afonso norte-americano», disse o jornalista, sublinhando que José Afonso «está ao nível de um Bob Dylan, John Lennon, Léo Ferré ou mesmo de um Jacques Brel».<br />
Considerar a obra de José Afonso apenas do ponto de vista da cantiga de intervenção «é do mais redutor que existe, até porque mesmo nesse campo ele esteve sempre à frente do tempo dele», disse Viriato Teles à Lusa, acrescentando que a obra musical de José Afonso era «tão complexa do ponto de vista poético como musical».<br />
«Talvez por não ter formação musical, a obra de José Afonso era bastante complexa, já que ela mudava de compasso a meio das cantigas e isso tornava tudo bastante difícil e especial», frisou.<br />
Viriato Teles não hesita mesmo em afirmar que José Afonso era «um génio, tal como Carlos Paredes» e que, por isso mesmo, quando José Afonso morreu «Paco Ibañez disse que Zeca teve azar de ter nascido português».<br />
«Se tivesse nascido nos Estados Unidos estaria ao nível desses grandes criadores mundiais», disse, na altura, Paco Ibañez, lembrou Viriato Teles.<br />
O jornalista invoca mesmo o facto de a obra de José Afonso ser a obra de um cantor português «mais divulgada a nível mundial».<br />
«Basta ver a quantidade de versões de canções do Zeca, e não apenas a de Grândola vila morena, que existem no estrangeiro», disse, exemplificando com os casos de Charlie Haden e Carla Bley, Nara Leão ou as de Pi de la Serra e Luis Pastor.<br />
«Pi de La Serra e Luis Pastor consideram mesmo que José Afonso foi o pai da nova música espanhola», sublinhou.<br />
«Se há de facto um músico português que se universalizou foi o Zeca, se calhar tanto ou mais do que Amália, embora esta tenha tido mais visibilidade», frisou Viriato Teles.<br />
Viriato Teles e Francisco Fanhais concordam ainda num outro ponto: «Apesar de reconhecido, José Afonso não tem ainda hoje o estatuto que devia ter na música».<br />
Para assinalar os 25 anos da morte de José Afonso, a Movieplay vai editar agora – com a etiqueta Art&#8217;Orfeumedia &#8211; versões remasterizadas, com notas adicionais aos originais, assinadas pelo jornalista Gonçalo Frota, os onze álbuns que José Afonso editou para a Orfeu, disse à Lusa fonte da editora.<br />
Na primeira semana de Abril sairão Cantares do andarilho e Contos velhos, novos rumos, enquanto na primeira semana de Maio sairão Traz outro amigo também, Cantigas do Maio e Eu vou ser como a toupeira.<br />
Em Outubro regressam Venham mais cinco, Coro dos tribunais e Com as minhas tamanquinhas e, em Abril de 2013, será a vez de Enquanto há força, Fura, fura e Fados de Coimbra.<br />
Entre os espetáculos que, um pouco por todo o país, assinalam o quarto de século da morte de José Afonso, destaca-se o que decorre na quarta-feira na Academia de Santo Amaro, em Lisboa. Organizado pelo núcleo de Lisboa da Associação José Afonso, o reúne, entre outros, cantores como Zeca Medeiros, Francisco Naia e Francisco Fanhais ou o duo Couple Coffee, que recria temas de José Afonso.<br />
Nascido a 2 de Agosto de 1929, em Aveiro, José Afonso morreu a 23 de Fevereiro de 1987, em Setúbal, aos 57 anos, vítima de esclerose lateral amiotrófica.</p>
<p><a href="http://sol.sapo.pt/inicio/Cultura/Interior.aspx?content_id=42197" target="_blank">Lusa/SOL</a></p>
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		<title>Ontem no &#8220;À conversa com o rosto da utopia&#8221;</title>
		<link>http://www.aja.pt/ontem-no-a-conversa-com-o-rosto-da-utopia/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 15:41:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AJA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[in Diário de Coimbra &#124; 22.2.2012 (Clicar para aumentar) Via: Blogue de Octávio Sérgio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/JAfonsoDC22-2-2012.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-13673" title="JAfonsoDC22-2-2012" src="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/JAfonsoDC22-2-2012.jpg" alt="" width="477" height="450" /></a><br />
<em>in</em> Diário de Coimbra | 22.2.2012 (Clicar para aumentar)<br />
Via: <a href="http://guitarrasdecoimbra2.blogspot.com/" target="_blank">Blogue de Octávio Sérgio</a></p>
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		<title>Tributo ao Zeca 25 Anos sobre a sua morte, por Alfredo Matos</title>
		<link>http://www.aja.pt/tributo-ao-zeca-25-anos-sobre-a-sua-morte-por-alfredo-matos/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 12:35:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AJA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Testemunhos]]></category>

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		<description><![CDATA[A 22 de Julho de 1970, Zeca dedicou-me Por Trás Daquela Janela, Poema, por si criado e manuscrito, que posteriormente mo entregou. Estava eu, então, preso no Forte de Caxias. Foi em Maio daquele ano, no dia 3, que a PIDE assaltou, simultaneamente, no Distrito de Setúbal, de madrugada, oito casas, prendendo oito cidadãos: quatro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A 22 de Julho de 1970, Zeca dedicou-me Por Trás Daquela Janela, Poema, por si criado e manuscrito, que posteriormente mo entregou.</p>
<p style="text-align: justify;">Estava eu, então, preso no Forte de Caxias. Foi em Maio daquele ano, no dia 3, que a PIDE assaltou, simultaneamente, no Distrito de Setúbal, de madrugada, oito casas, prendendo oito cidadãos: quatro, em Setúbal – Carlos Lopes, António Gonçalves, Fernando Carlos e Zacarias Fernandes. Um, na Moita – Staline Rodrigues. Um, em Alhos Vedros – Leonel Coelho. Dois, no Barreiro – Álvaro Monteiro e Alfredo de Matos.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi um momento particularmente emocionante quando o Zeca, perante insistência continuada, a que não resistiu, interpretou, no Barreiro, naquele local, naquele ano, àquela hora e para aquela imensa multidão, aquele libelo acusatório temível e sempre actual &#8211; “os Vampiros”. Que noite inesquecível!</p>
<p style="text-align: justify;">Conhecemo-nos no início de 1967. Com frequência nos visitámos. Eu, na sua primeira casa, em Setúbal, o Zeca, na minha casa, no Barreiro e, aqui, conviveram, connosco, algumas vezes, dois grandes amigos comuns – o Carlos Paredes e o Adriano Correia de Oliveira. Momentos de conversa livre e amiga.</p>
<p style="text-align: justify;">Desenvolvemos uma amizade sólida, na base de imensas cumplicidades, à volta dos nossos ideais, principalmente. Esta relação levou a que o Zeca tenha aderido e participado, com grande entusiasmo, naquele memorável espectáculo, um autêntico concerto, talvez a maior e mais vibrante sessão de poesia e canto que encheu como um ovo o ginásio do Luso do Barreiro, no dia 11 de Novembro de 1967, um sábado, da iniciativa do Cineclube do Barreiro – cuja direcção, liderada por Álvaro Monteiro, viria, por esse motivo, a ser presa pela PIDE – e da Comissão Cultural do Luso. Este foi mais um dos momentos em que tomámos nas nossas mãos a procura da liberdade que o poder fascista nos negava.<br />
Adriano Correia de Oliveira não cantou porque, como explicou, estava na tropa. Odete Santos declamou poetas como António Gedeão e Manuel da Fonseca. Teresa Paula Brito interpretou Para Não Dizer Que Não Falei De Flores e espirituais negros. O virtuosismo de Carlos Paredes e Fernando Alvim em temas como Verdes Anos. Por fim, Zeca Afonso acompanhado à viola por Rui Pato. A apresentação, improvisada mas conseguida, esteve a cargo do barreirense Manuel Teixeira Gomes. Serviu de apoio à partitura com os textos do Zeca, o muito jovem, e meu filho, Vítor de Matos.<br />
Uma multidão, impensável, naqueles tempos e naquelas condições, repetia com insistência: “Vam-pi-ros”, “Vam-pi-ros”, “Vam-pi-ros”, “Vam-pi-ros”.</p>
<p style="text-align: justify;">O Zeca não queria, resistiu até ao limite, mas era impossível não ceder ao pedido incessante da multidão. Todas as emoções transbordaram quando, aquela Voz rompeu, como um grito, o momento de silêncio:<br />
“No céu cinzento/Sob o astro mudo/Batendo as asas/Pela noite calada/Vêm em bandos/Com pés de veludo/Chupar o sangue/Fresco da manada”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ovação poderosa estalou na sala. Em coro, todos, a uma voz, sublinham:</p>
<p style="text-align: justify;">“Eles comem tudo/Eles comem tudo/Eles comem tudo/E não deixam nada”.</p>
<p style="text-align: justify;">Estava a viver-se um impressionante e indescritível acontecimento, de grande impacto na região que, num período de crescentes acções políticas oposicionistas, empolgou o começo da movimentação dos democratas para o intenso período eleitoral de 1969, em que, no Concelho do Barreiro, a CDE venceu, nas urnas, a União Nacional.<br />
A 22 de Julho de 1970, Zeca dedicou-me Por Trás Daquela Janela, Poema, por si criado e manuscrito, que posteriormente mo entregou.<br />
Estava eu, então, preso no Forte de Caxias. Foi em Maio daquele ano, no dia 3, que a PIDE assaltou, simultaneamente, no Distrito de Setúbal, de madrugada, oito casas, prendendo oito cidadãos: quatro, em Setúbal – Carlos Lopes, António Gonçalves, Fernando Carlos e Zacarias Fernandes. Um, na Moita – Staline Rodrigues. Um, em Alhos Vedros – Leonel Coelho. Dois, no Barreiro – Álvaro Monteiro e Alfredo de Matos.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo Natal de 1972, este Poema, também com música do Zeca, de interpretação difícil como o próprio o referia, foi editado em disco, sob o título, Eu Vou Ser Como a Toupeira, que também incluiu a canção A Morte Saiu à Rua, dedicada ao escultor Dias Coelho, dirigente do PCP, assassinado pela PIDE, em 19 de Dezembro de 1961. Eis o que diz o manuscrito:</p>
<p style="text-align: left;">Ao Alfredo Matos</p>
<p style="text-align: left;">Por trás daquela janela<br />
Por trás daquela janela<br />
Faz anos o meu amigo<br />
E irmão</p>
<p style="text-align: left;">Não pôs cravos na lapela<br />
Por trás daquela janela<br />
Nem se ouve nenhuma estrela<br />
Por trás daquele portão</p>
<p style="text-align: left;">Se aquela parede andasse<br />
Se aquela parede andasse<br />
Eu não sei o que faria<br />
Não sei</p>
<p style="text-align: left;">Se o mundo agora acordasse<br />
Se aquela parede andasse<br />
Se um grito enorme se ouvisse<br />
Duma criança ao nascer</p>
<p style="text-align: left;">Talvez o tempo corresse<br />
Talvez o tempo corresse<br />
E a tua voz me ajudasse<br />
A cantar</p>
<p style="text-align: left;">Mais dura a pedra moleira<br />
E a fé, tua companheira<br />
Mais pode a flecha certeira<br />
E os rios que vão pró mar</p>
<p style="text-align: left;">Por trás daquela janela<br />
Por trás daquela janela<br />
Faz anos o meu amigo<br />
E irmão</p>
<p style="text-align: left;">Na noite que segue ao dia<br />
Na noite que segue ao dia<br />
O meu amigo lá dorme<br />
De pé</p>
<p style="text-align: left;">E o seu perfil anuncia<br />
Naquela parede fria<br />
Uma canção de alegria<br />
No vai e vem da maré</p>
<p style="text-align: left;">Assina: José Afonso A</p>
<p style="text-align: justify;">Nas minhas cartas da prisão, à Eve, a minha companheira, dou-lhe conta das emoções, ao ouvir aquela Voz, vinda de um gira-discos, que uma vez por semana, durante escassas horas, intercalada com a voz de Paco Ibañez, de Jean Ferrat, de Léo Ferré, de Adriano Correia de Oliveira, de Beethoven… É a Voz. Aquela Voz. Nas cartas, eu ia escrevendo, frases espalhadas pelo texto que lá iam passando “… ondas eléctricas percorrem todo corpo, eriçando-lhe os pelos, tal pele de galinha, sensação que se vai repetindo, quando o nosso Zeca arranca o São Macaio… e, o Menino do Bairro Negro – Bairro, bairro negro onde não há pão não há sossego… e, Vejam bem que não há só gaivotas em terra quando um homem se põe a pensar… e, Os Vampiros – No céu cinzento sob um astro mudo. Ao ecoar Maio Maduro Maio, o silêncio suspende a nossa respiração”<br />
No 1º de Dezembro de 1970, no Forte de Caxias, escrevinhei um texto como se fosse um poema, dedicado ao Zeca, que dele nunca teve conhecimento, talvez porque o achei de valor muito reduzido, mesmo pobre, embora com algum simbolismo pelo lugar e condições em que foi criado. Ei-lo:</p>
<p style="text-align: left;">Um dia golpearam o pé da flor<br />
Mas a criança agarrou a flor<br />
Que voltou a dar pétalas garridas<br />
Com um perfume ainda mais doce<br />
E a flor se fez árvore</p>
<p style="text-align: left;">Depois negro vendaval<br />
Arrancou seu forte tronco…<br />
Mas vieram as crianças<br />
As Mulheres e os homens<br />
Que voltaram a plantar a árvore<br />
Que voltou a dar flores e frutos<br />
Para as crianças<br />
As mulheres e os homens.<br />
E a árvore se fez bosque…</p>
<p style="text-align: left;">Aqui chegou o poeta…<br />
Não há melhor melodia<br />
Que esta faca afiada<br />
Que este golpe de martelo<br />
Que um vagido de criança</p>
<p style="text-align: left;">Treme a terra bem no fundo de nós<br />
Acordam os Poetas<br />
Os soldados erguem as armas<br />
Galgam as águas dos rios<br />
Rasgam as aves o céu…</p>
<p style="text-align: left;">Ouvi a sua voz<br />
É Portugal que canta<br />
É Portugal que está no seu poema<br />
E a alegria volta cheia de música<br />
Trova. Balada. Canção<br />
O Poeta canta a vida da gente<br />
Pescador. Camponês. Resineiro. Soldado<br />
Poeta. Operário. Ceifeira. Doutor</p>
<p style="text-align: left;">Tudo é vida no seu canto<br />
Flor. Árvore. Fruto. Pedra<br />
Tudo em ti é movimento<br />
Rei que tu não foste sendo<br />
Ao teu País dás o teu grito<br />
Há uma nuvem de gente no teu canto</p>
<p style="text-align: left;">Na tua voz há festa<br />
Tem raiva o teu cantar<br />
Há amor e esperança nas tuas Palavras<br />
É Portugal que está no teu Poema<br />
É Portugal que está na tua voz</p>
<p style="text-align: left;">Dedicado à minha irmã, Conceição – presa em 1965, depois em 1968, activista</p>
<p style="text-align: left;">política clandestina, membro do PCP, torturada pela PIDE de forma particularmente cruel – o Zeca escreveu um poema, oferecendo-lhe o texto por si manuscrito, na versão original. A letra, que ataca explicitamente a PIDE em homenagem a uma Combatente expressamente nomeada, nunca chegou a ser gravada. Ei-la:</p>
<p style="text-align: left;">À Conceição Matos</p>
<p style="text-align: left;">Na Rua António Maria<br />
Da Primaz Instituição<br />
Vive a Maior Confraria<br />
Desta válida Nação</p>
<p style="text-align: left;">E muita matula brava<br />
Ainda pensava<br />
Que havia de vir<br />
Um dia assim de repente<br />
Para toda a gente<br />
Voltar a sorrir</p>
<p style="text-align: left;">Mas eles, Conceição, vão<br />
Lamber as botas<br />
Comer à mão<br />
Dum novo Pina Manique<br />
Com outra lábia<br />
Com outro tique</p>
<p style="text-align: left;">Na Rua António Maria<br />
Convenha a todos saber<br />
A patriótica espia<br />
Sabe bem onde morder</p>
<p style="text-align: left;">Vela pela vossa morada<br />
No vão duma escada<br />
Sem se anunciar<br />
E oferece a quem bem destina<br />
Um quarto de esquina<br />
Com vistas pr`ó mar</p>
<p style="text-align: left;">Mas eles, Conceição, vão<br />
Lamber as botas<br />
Comer à mão<br />
Dum novo Pina Manique<br />
Com outra lábia<br />
Com outro tique<br />
Tem quatro letras apenas<br />
Mas outro nome lhe dão<br />
Nesta Fortaleza antiga<br />
Só não muda a guarnição<br />
E muita matula ufana<br />
Cuidado que a mana<br />
Morrera de vez<br />
Deu graças à Dª. Urraca<br />
Ao som da ressaca<br />
Que o pagode fez</p>
<p style="text-align: left;">Mas eles, Conceição, vão<br />
Lamber as botas<br />
Comer à mão<br />
Dum novo Pina Manique<br />
Com outra lábia<br />
Com outro tique</p>
<p style="text-align: left;">Aldeia da roupa branca<br />
Suja de já não corar<br />
O Zé Povo foi pr`á França<br />
Não se cansa de esperar</p>
<p style="text-align: left;">O capataz de fazenda<br />
Pôs a quinta à venda<br />
Para quem mais der</p>
<p style="text-align: left;">E os donos marcaram tentos<br />
Com novos inventos<br />
Doa a quem doer</p>
<p style="text-align: left;">Assina, Zeca Afonso</p>
<p style="text-align: justify;">A minha admiração pelo Zeca assenta, ainda, na sua qualidade impar de criador de poesia e de músico, de compositor de génio, sempre irrepetível, de ser o seu próprio e maior intérprete e também pelo seu carácter íntegro, generoso, leal, solidário. Zeca, grande amigo do Barreiro, um verdadeiro camarada, no sentido mais sublime da expressão.</p>
<p style="text-align: left;">Alfredo de Matos</p>
<p style="text-align: left;">Publicado no <a href="http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=111616&amp;mostra=2" target="_blank">Rostos On-line</a></p>
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		<item>
		<title>Evocação de José Afonso pela Academia M.R. 8 de Janeiro</title>
		<link>http://www.aja.pt/evocacao-de-jose-afonso-pela-academia-m-r-8-de-janeiro/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 11:35:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AJA</dc:creator>
				<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagens e tributos 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/Alhos-Vedros.jpg"><img src="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/Alhos-Vedros.jpg" alt="" title="Alhos Vedros" width="477" height="600" class="alignnone size-full wp-image-13664" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Intervenções em memória de Zeca Afonso</title>
		<link>http://www.aja.pt/intervencoes-em-memoria-de-zeca-afonso/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 19:08:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AJA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conferências]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagens e tributos 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[«Os Departamentos de Português, Artes Visuais e Educação Musical da Escola Superior de Educação de Bragança estão a organizar uma série de &#8220;Intervenções em memória de Zeca Afonso&#8221;. A primeira intervenção, cujo tema é TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM, ocorrerá no dia 23 de fevereiro de 2012, evocando os 25 anos da morte do cantautor, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/Bragança.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-13656" title="cartaz_print" src="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/Bragança.jpg" alt="" width="477" height="600" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">«Os Departamentos de Português, Artes Visuais e Educação Musical da Escola Superior de Educação de Bragança estão a organizar uma série de &#8220;Intervenções em memória de Zeca Afonso&#8221;. A primeira intervenção, cujo tema é TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM, ocorrerá no dia 23 de fevereiro de 2012, evocando os 25 anos da morte do cantautor, e será constituída pelo seguinte programa:</p>
<p>15.00h. – Início da sessão</p>
<p>15.15h. – Momento musical (António Ribeiro e alunos do curso de Música)</p>
<p>15.30 – JOSÉ AFONSO &#8211; Antecipar o futuro (re)criando&#8221;, por Mário Correia<br />
(Associação José Afonso)</p>
<p>16.30 – Debate</p>
<p>16.45 – Manifesto por Zeca Afonso-poeta-revolução-já (texto de Carlos<br />
Teixeira)</p>
<p>16.50 – Momento musical (António Ribeiro e alunos do curso de música)</p>
<p>17.00 &#8211; Intervenções dos alunos de Línguas para Relações Internacionais»</p>
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		<title>&#8220;Animar a malta&#8221; em Santa Maria, nos Açores</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 18:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AJA</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Homenagens e tributos 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[Programa completo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/Açores1.jpg"><img src="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/Açores1.jpg" alt="" title="Açores" width="477" height="787" class="alignnone size-full wp-image-13651" /></a></p>
<p><a href="http://www.obaluarte.net/index.php?info=YTozOntzOjU6Im9wY2FvIjtzOjExOiJub3RpY2lhX2xlciI7czoxMDoiaWRfbm90aWNpYSI7czo0OiI2MjIwIjtzOjk6ImlkX3NlY2NhbyI7Tjt9" target="_blank">Programa completo</a></p>
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		<title>Tertúlia em Coimbra lembra José Afonso</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 13:43:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AJA</dc:creator>
				<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagens e tributos 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[Quinta Feira dia 23, pelas 18.00h, não deixe de comparecer na Sala Arte à Parte (Rua Fernandes Tomás, 29 &#8211; Coimbra) para uma animada tertúlia poética, em jeito de gratidão e homenagem a Zeca Afonso. O livro de Viale Moutinho (de 1975) e alguns poemas com a presença de Elsa Ligeiro (Alma Azul) darão o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/arte.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-13638" title="arte" src="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/arte.jpg" alt="" width="477" height="423" /></a><br />
Quinta Feira dia 23, pelas 18.00h, não deixe de comparecer na Sala Arte à Parte (<a href="http://g.co/maps/y6eak" target="_blank">Rua Fernandes Tomás, 29 &#8211; Coimbra</a>) para uma animada tertúlia poética, em jeito de gratidão e homenagem a Zeca Afonso.<br />
O livro de Viale Moutinho (de 1975) e alguns poemas com a presença de Elsa Ligeiro (Alma Azul) darão o mote para um breve concerto a solo, onde o violetista José Valente interpretará algumas canções do Zeca.<br />
Entrada Livre.</p>
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		<title>&#8220;O Rosto da Utopia&#8221; &#124; Semana Zeca Afonso em Coimbra</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 02:06:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AJA</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Homenagens e tributos 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/O-rosto-da-Utopia.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-13634" title="O rosto da Utopia" src="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/O-rosto-da-Utopia.jpg" alt="" width="477" height="675" /></a></p>
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		<title>José Afonso em Fevereiro</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 20:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AJA</dc:creator>
				<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagens e tributos 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Durante todo o mês de Fevereiro &#8220;Zeca em Fevereiro&#8221; em Newark, E.U.A. Ver + &#160; De 20 a 24 de Fevereiro Semana dedicada a José Afonso promovida pela A. A. C. Ver + &#160; Dia 23.2.2012 A TSF lembra José Afonso. Ver + Uma aula sobre José Afonso em Grândola. Ver + Tributo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/fevereiro.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-13630" title="fevereiro" src="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/fevereiro.jpg" alt="" width="477" height="314" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Durante todo o mês de Fevereiro</strong></p>
<p>&#8220;Zeca em Fevereiro&#8221; em Newark, E.U.A. <a href="http://www.aja.pt/zeca-em-fevereiro-em-newark-e-u-a-2/" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>De 20 a 24 de Fevereiro</strong></p>
<p>Semana dedicada a José Afonso promovida pela A. A. C. <a href="http://www.aja.pt/zeca-aac/" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dia 23.2.2012</strong></p>
<p>A TSF lembra José Afonso. <a href="http://www.aja.pt/dia-23-a-tsf-lembra-jose-afonso/" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>Uma aula sobre José Afonso em Grândola. <a href="http://www.aja.pt/uma-aula-sobre-jose-afonso-pelo-nucleo-da-grandola/" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>Tributo a José Afonso e Adriano C. de Oliveira no Teatro Circo em Braga. <a href="http://www.aja.pt/fevereiro-com-jose-afonso-e-adriano-c-de-oliveira-ii/" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>Concerto &#8220;Zeca, 25 anos depois&#8221;, em Lisboa. <a href="http://zeca25anosdepois.wordpress.com/" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>&#8220;Relembrar Zeca Afonso&#8221; na Biblioteca-Museu República e Resistência. <a href="http://www.aja.pt/relembrar-zeca-afonso/" target="_blank">Ver+</a></p>
<p>Tertúlia em Coimbra. <a href="http://www.aja.pt/tertulia-em-coimbra-lembra-jose-afonso/" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>Jantar-homenagem no Barreiro. <a href="http://www.aja.pt/zeca-afonso-homenageado-no-barreiro/" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>Convívio para recordar Zeca Afonso, no Barreiro. <a href="http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=122913&amp;mostra=2" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>&#8220;Venha cantar o Zeca&#8221; no Seixal. <a href="http://www.aja.pt/dia-24-de-fevereiro-no-seixal/" target="_blank">Ver + </a></p>
<p>25 poemas de José Afonso ditos em Setúbal. <a href="http://www.aja.pt/recordando-jose-afonso-em-setubal/" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>&#8220;Intervenções em memória de Zeca Afonso&#8221;, em Bragança. <a href="http://www.aja.pt/intervencoes-em-memoria-de-zeca-afonso/" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>Evocação de José Afonso pela Academia M.R. 8 de Janeiro. <a href="http://www.aja.pt/evocacao-de-jose-afonso-pela-academia-m-r-8-de-janeiro/" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>Documentário &#8220;Maior que o pensamento&#8221; na RTP1. <a href="http://www.aja.pt/maior-que-o-pensamento-na-rtp1/" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>&#8220;José Afonso ao vivo no Coliseu&#8221; na RTP Memória. <a href="http://www.rtp.pt/rtpmemoria/?headline=15&#038;visual=6&#038;datai=&#038;dia=23-02-2012&#038;sem=e&#038;idioma=&#038;canal=9&#038;gen=&#038;time=&#038;title=RTP-Memoria" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>Poesia de José Afonso na Antena 1. <a href="http://www.rtp.pt/icmblogs/rtp/os-dias-da-radio/index.php?k=ZECA-AFONSO---25-ANOS.rtp&#038;post=38247" target="_blank">Ver +</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dia 24.2.2012</strong></p>
<p>Transmissão, em directo (21h30), do concerto de 6ª-feira, do tributo a José Afonso e Adriano C. de Oliveira no Teatro Circo em Braga. <a href="http://www.theatrocirco.com/agenda/evento.php?id=805" target="_blank">Ver + </a></p>
<p>&#8220;Animar a malta&#8221; em Santa Maria, Açores. <a href="http://www.aja.pt/animar-a-malta-em-santa-maria-nos-acores/" target="_blank">Ver + </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dia 25.2.2012</strong></p>
<p>Concerto de homenagem a José Afonso, em Barcelona, pelos Drumming. <a href="http://www.auditori.cat/ct/programacio/fitxa.aspx?idconcert=2400&amp;cicle_id=" target="_blank">Ver +</a></p>
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		<title>Dia 23, a TSF lembra José Afonso</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 17:32:34 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[Na próxima quinta-feira, dia 23, a rádio TSF assinala os 25 anos sobre a morte de José Afonso com um programa emitido durante todo o dia, a partir de seis localidades do país: Aveiro, Lagos, Lisboa, Coimbra, Setúbal e Grândola. Em cada um destes locais estará um artista convidado que irá reinterpretar dois temas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/tsf1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-13615" title="tsf1" src="http://www.aja.pt/wp/wp-content/uploads/2012/02/tsf1.jpg" alt="" width="477" height="272" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na próxima quinta-feira, dia 23, a rádio <a href="http://www.tsf.pt/paginainicial/" target="_blank">TSF</a> assinala os 25 anos sobre a morte de José Afonso com um programa emitido durante todo o dia, a partir de seis localidades do país: Aveiro, Lagos, Lisboa, Coimbra, Setúbal e Grândola.<br />
Em cada um destes locais estará um artista convidado que irá reinterpretar dois temas do autor.</p>
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