40 anos depois

O 40.º aniversário da primeira interpretação pública de “Gândola, vila morena”, por José Afonso, é assinalado na quinta-feira, em Santiago de Compostela, na Galiza, Espanha, numa iniciativa de homenagem ao “cantautor” português.
O tema cantado por Zeca no Burgo das Nações, em Santiago de Compostela, a 10 de maio de 1972, será agora levado ao Auditório da Galiza, na mesma cidade, por um grupo de músicos que se junta para homenagear o autor e cantor português, falecido em Setúbal há 25 anos.
O músico João Afonso, as cantoras galegas Uxía e Ugia Pedreira, a angolana Aline Frazão, o ator e encenador galego Quico Cadaval e o compositor brasileiro Fred Martins integram o cartaz do espetáculo.
A associação de percussão de Santiago de Compostela Trópico de Grelos, o etnomusicólogo galego Xico de Cariño, a cantora galega Guadi Galego, o cantor Tiago Gomes, voz do grupo Os Inspectores e letrista de A Naifa, são outros dos músicos que se associaram ao espetáculo que assinala a primeira vez que a canção foi interpretada em público, por Zeca Afonso, na primeira digressão do músico português pela Galiza, que passou então por Ourense, Lugo e Santiago de Compostela.
Trinta é o número total de músicos e compositores que se associaram à iniciativa integrada no festival “Terra da Fraternidade – Galiza a Zeca Afonso”, a decorrer em Santiago de Compostela.
O espetáculo conta ainda com a participação do ator e humorista galego Carlos Blanco, do ator, dramaturgo e fundador do Trigo Lilmpo/Acert José Rui Martins, do argumentista e diretor de cinema Pablo Portero, da companhia de teatro Chevère e da companhia galega de palhaços “Os sete magníficos más 1”.
Num testemunho sobre a primeira digressão de José Afonso à Galiza, o músico Artur Reguera, que acompanhou o compositor português naquela ronda, recorda a primeira vez que José Afonso cantou em público a canção que, dois anos mais tarde, se tornaria a senha do Movimento das Forças Armadas (MFA), na Revolução do 25 de Abril de 1974.
“Grândola, vila morena” integra o álbum “Cantigas do Maio”, gravado em França, em finais de 1971, com arranjos de José Mário Branco.
Inspirada em pessoas que José Afonso conhecera na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, encerrada pela PIDE, a polícia política do regime, a canção viria a ser interpretada em Portugal apenas a 29 de março de 1974, num espetáculo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, ao qual assistiram militares das Forças Armadas que, por isso, a escolheram para segunda senha da “Revolução dos cravos”.
“Grândola, vila morena” foi transmitida às 00:20 de 25 de Abril de 1974, no programa Limite, da Rádio Renascença, como sinal de saída dos militares dos quartéis, cerca de hora e meia após a emissão da primeira senha da Revolução, “E depois do adeus”, ouvida às 22:55 de 24 de abril, nos Emissores Associados de Lisboa.
O festival “Terra da Fraternidade – Galiza a Zeca Afonso” começou na segunda-feira, no Burgo das Nações, e termina na sexta-feira com a realização de uma mesa redonda sobre “O génio de Zeca”, na qual participa o cantor português e presidente da Associação José Afonso, Francisco Fanhais, com músicos galegos que trabalharam com o “cantautor” português.

Agência Lusa

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